sexta-feira, 24 de junho de 2011

Releitura do blog


   Na escola, ouvi muitas vezes que, para escrever, tenho que ler. Inicialmente, achei que a finalidade da leitura na escrita era somente adquirir um vocabulário vasto e correto. Mas, com o tempo e na prática, percebi que seu principal fim é simples: quanto menos eu leio, menos eu tenho o que escrever. Menos conteúdo, menos argumentação, menos reflexão. E nesse processo, viver também é uma estratégia. Quanto menos eu vivo e mais focada fico em produzir, menos experiências eu tenho para oferecer.
   Caro amigo leitor, fiquei um tempo sem redigir no blog, entretanto não desisti da causa. Mesmo não escrevendo, cuidei do blog de outras formas: parei, vivi, li, observei, pensei, criei, questionei, apreendi, mudei, e por fim, reli muito. Reli o mundo, a vida, e reli o próprio blog.
   Por mais que vivamos no tempo em que temos sempre que produzir algo para alguém, seja um produto, uma resposta, uma tarefa, defendo o quão importante é parar para refletir sobre o que se está produzindo, para quem, e o quanto se pode melhorar.
   A minha melhora no blog será com textos mais simples, que questionem mais ao invés de criticar, de forma que a informação se transforme em conhecimento através da sua construção. Minha bandeira sempre foi de analisarmos criticamente o que nos é imposto, e não posso ser eu mais uma a impor, mesmo que seja indiretamente por cadeia lógica de pensamento. De uma forma mais organizada, haverá marcadores para você saber sobre o que estou falando, e buscar mais sobre o assunto. Os marcadores são: Família, Governo(política e cidade), Educação, Artes (música, teatro, produção artística), Ciência (Saúde, pesquisa), Comunicação, Economia, Igreja, Relacionamentos, e meu estado de vida atual, Juventude. Considero esses aspectos essencias para o ser humano e para a sociedade, de forma que constituem grande parte do mundo que quero reler.   
 
Faça você sua observação, sua crítica, sua construção. Só seja livre. Não tenha medo de sair da sua zona de segurança e buscar a Verdade, pois ela o libertará. João,8,32


sábado, 14 de maio de 2011

Blogs Católicos devem aprofundar notícias para Formar Opinião

No dia 02 de maio deste ano, aconteceu uma conferência de Blogueiros Católicos no Vaticano. Dentre os 150 bloguistas estava o brasileiro Wagner Moura. Ele nos escreve falando desta atsmosfera Blogueira que toma conta das vidas de milhões de pessoas no mundo todo.

Que blog você leu hoje?
Por Wagner Moura*


Uma tarefa sagrada é cumprida diariamente pelo porta-voz do Vaticano,
padre Frederico Lombardi, logo após a celebração da Santa Missa, às
7h30 da manhã: com o auxílio de um blogueiro (autor de conteúdos
publicados em um blog), amigo dele, padre Lombardi atualiza-se sobre
os assuntos tratados na blogosfera, conjunto de diferentes blogs que,
reconhece o padre, são muito importantes para a sociedade e para a
Igreja.

A revelação foi anunciada pelo porta-voz do Vaticano, na tarde de 02
de maio, a cerca de 150 blogueiros, de 17 línguas diferentes,
convidados pela Santa Sé para o encontro Vatican Blog Meeting. O
evento inédito promovido pelos dos Conselhos Pontifícios para a
Cultura e para as Comunicações Sociais contou com a participação de
quatro blogueiros brasileiros e foi uma oportunidade de diálogo entre
a hierarquia da Igreja e protagonistas do “continente digital”. Ele
quis servir como exemplo para todas as Igrejas particulares ao
reconhecer a contribuição dos blogueiros para desenvolver a opinião
pública dos fieis na Igreja, algo já tratado no documento conciliar
sobre as comunicações sociais, Inter Mirifica (n.8 e 14).

Essa consciência é defendida pelo convidado do Brasil para participar
do 7° Mutirão Brasileiro de Comunicação, em julho, o arcebispo Cláudio
Maria Celli, presidente do Conselho Pontifício para as Comunicações
Sociais. Após o Vatican Blog Meeting ele demonstrou o apreço
institucional pelos porta-vozes da cultura digital ao afirmar a
L’Osservatore Romano, o jornal da Santa Sé, que “os blogs são espaço
de autenticidade e ao mesmo tempo de provocação; eles nos ajudam a
crescer. São novas possibilidades de relações humanas, ricas,
dinâmicas e vivazes! O anúncio da Palavra de boca em boca, coração a
coração, isso é natural à nossa fé e uma nova forma de fazer isso é
pelos blogs”.

Durante o encontro, no Vaticano, os participantes foram convidados a
refletir sobre o sentido missionário dos blogs e provocados a estarem
a serviço da liberdade humana para construir comunidade e não estarem
a serviço de si mesmos. Em relação ao diálogo com a Igreja, os
blogueiros foram lembrados que esta não é inimiga deles, mas uma fonte
de informação que conta com eles para clarificar os discursos dela
junto à opinião pública, buscando a verdade para evitar confusão,
garantindo-se assim a liberdade.

Falou-se ainda do desafio de uma “pastoral 2.0” que supra a
necessidade de formação de “web-agentes-pastorais” e “web-pastores”
aptos a dialogar com a cultura digital, a compreender que a atividade
pastoral na rede mundial de computadores é comparável à construção de
uma comunidade local. Estimulou-se, uma vez mais, as autoridades
eclesiais a se engajarem na comunidade blogueira, mostrando assim o
desejo de evangelizar o homem imerso nessa cultura.

Para muitos blogueiros que participaram do Vatican Blog Meeting o
momento foi considerado uma homenagem ao Papa João Paulo II
beatificado um dia antes do evento e considerado como o Papa das
comunicações. Foi ele quem abriu a Igreja para o diálogo com a
internet, demonstrando entender bem a necessidade de mediação cultural
frente ao avanço tecnológico dos meios de comunicação de nosso tempo.

Nesse contexto de reconhecimento, alguns blogueiros começaram, pela
internet, a divulgação do pedido de “patrono súbito” para tornar o
beato Papa João Paulo II o padroeiro dos comunicadores em geral. Até
que isso seja possível, os blogueiros reunidos pelo Vaticano esperam
fomentar – de preferência em diálogo com as conferências episcopais
encontros locais e nacionais de blogueiros para que a mensagem do
encontro multiplique-se e gere bons frutos.

*Wagner Moura é autor do blog pró-vida
www.diasimdiatambem.wordpress.com e contou com o apoio da Arquidiocese
de Campinas para participar do primeiro encontro de blogueiros
promovido pela Santa Sé, no dia 02 de maio, evento para o qual foi
convidado pelo Vaticano.

sábado, 9 de abril de 2011

Imprensa - O quarto poder (De quem? Povo, setor econômico, ou governo?)

  Como o dia do jornalista foi nesta última quinta (7 de abril), meu texto abordará a profissão e algumas releituras que tenho feito como estudante de jornalismo, católica, e cidadã, sobre a imprensa. Você, que é twitteiro, blogueiro, ou simplesmente que coloca notícias em um mural, tem um pouco de jornalista, pois jornal é toda e qualquer publicação dotada de atualidade, periodicidade, e variedade da matéria. Com tudo, isso não anula a necessidade do curso de jornalismo para quem quer informar para a grande massa, pois é na faculdade que nos tornamos aptos para exercer o jornalismo como um serviço público, que, de forma neutra e sucinta, pode colocar às claras o que muitas vezes setores influentes na sociedade querem esconder dos cidadãos. E é sobre esse jornalismo que quero falar.
  Infelizmente, o que vemos hoje são jornalistas que não têm mais o compromisso com a informação e sim com a "empresa jornalística" em que trabalham. Comunicando a notícia um pouco "alterada" para a venda de mais exemplares, os jornalistas desrespeitam os envolvidos com o fato e o próprio leitor quando fazem da informação simplesmente um produto. Além de alterar a notícia, muitas vezes emitem opinião como se fossem doutores do assunto e a colocam como verdade absoluta. Acham que podem falar mais que um médico sobre um assunto de saúde, mais que um engenheiro sobre uma obra pública, mais que um juiz sobre leis, e mais que a Igreja sobre sacramentos e dogmas da Igreja. O jornalista deve ter um conhecimento geral sobre as coisas, porque sua função é comunicar com a linguagem dos cidadãos o que é relevante para a sociedade, mas deve comunicar como um transmissor de conteúdo e não como uma fonte de conteúdo. Quando o jornalista passa por cima de quem realmente sabe do assunto, só comprova a sua falta de responsabilidade com a notícia apresentada perante a sociedade.
  No entanto, o jornalista forma-se assim pelo próprio sistema de comunicação social brasileiro. A grande mídia controla os principais tipos de meios de comunicação como um oligopólio: Globo, que controla revistas Veja, Época, O Globo, e a imprensa local RBS, que controla os jornais Pioneiro e Zero Hora e as rádios Atlântida e Itapema. Ou seja, nossa fonte de informação é uma só, o que dá poder à Globo para informar o que e do jeito que ela quer, de forma que ou o jornalista se adéqua a esse sistema, ou ele não é incluso na comunicação social. E quem controla a Globo? Partes do governo e as grandes empresas privadas brasileiras. Por isso, a imprensa brasileira mostra ocultando (quando noticia algum fato da forma que ela quer, ocultando informações, e destacando outras) e oculta mostrando (quando a mídia mostra um Brasil com uma realidade que não existe, com programas que entretém a população, mas não educam, e quando mais de 25% da programação é destinada à propaganda), pois ela tem um objetivo: manipular os cidadãos conforme o interesse dos setores envolvidos. Assim, da forma que a mídia é influente na população,  pratica-se a violência simbólica, que é trazer um conteúdo pronto ao individuo, não o instigando a pensar.


Segue abaixo um vídeo que fala sobre o funcionamento da comunicação social brasileira. Coloco para analisarmos a quem pertence à imprensa, quem ela influencia e que tipos de verdade ela nos coloca.