Mostrando postagens com marcador Juventude. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Juventude. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Novo x Velho ?

Esses dias, acompanhei os estudos da minha irmã e vi que ela estudava antônimos. Frio, quente, longe, perto, grande, pequeno, e além dessas palavras, percebi que na lista tinha novo e velho. Perguntei-me, será que novo e velho são realmente opostos? Precisam ser opostos?
Porque digo isso: juventude lembra novo, mudança, sagacidade. No entanto, é um novo tão novo que não deveria ser baseado no velho. Ou seja, somos um novo que não precisaria ser necessariamente contra, antagônico, e aversivo pelo que é considerado velho. Um novo que está para ser construído, e não que se constrói na direção contrária do que já foi construído.
Temos mais acesso à informação, e, portanto, a vários pontos de vistas, culturas e experiências. Entretanto, isso não nos garante a postura que freqüentemente adotamos, de sermos conhecedores da verdade, de ideologias e de valores, se não nos aprofundamos realmente nos assuntos. Promovemos o discurso do “politicamente correto”, do moderno, mas muitas vezes corremos o risco de sermos moralmente vazios, pois nossas ações não possuem sentido.
 Levantamos a bandeira do anti-preconceito, porque temos que ser atualizados, mas temos preconceito com o que não é nossa bandeira, com o que é “ultrapassado”. Por exemplo, jovens que defendem a liberdade de expressão a favor dos gays, mas ofendem – praticam a “religiofobia” – com quem pertence a alguma religião ou quem opta pela castidade. Ué, castidade também não é uma opção sexual? Também não merece respeito e valor (veja mais em www.euescolhiesperar.com.br)?
Enfim, o tema em questão não é sexualidade, e sim questionar a ânsia que a juventude tem de negar o “velho” e abrir-se para o “novo”. Talvez o velho não seja ruim, e o novo não seja o melhor, pois se há práticas que penduram por tanto tempo, é porque, realmente, elas são importantes e fazem parte da existência humana.
Para ser de fato um novo para o mundo, não basta ser jovem, tem que ser livre. Livre na mentalidade e na alma, e isso só se consegue buscando a verdade. Como está escrito no livro de Romanos, "não vos conformeis com este mundo, mas transformai-o pela renovação do vosso espírito".

sábado, 16 de julho de 2011

Cont(ato)s

   Sabemos que vivemos em uma Era diferente. Os adultos buscam incessantemente estudá-la para compreendê-la. Nós, jovens, buscamos vivê-la. É engraçado ver como os adultos estudam os fenômenos das redes sociais, da internet, da compressão do tempo e do espaço, da geração y, e nós nem nos interessamos em nos perguntar sobre isso. Não paramos para pensar por que esse nosso modo novo de viver espanta tantos estudiosos. Mas é um questionamento interessante.
   São diferentes tipos de valores. Não somente  os valores morais se alteraram, mas também o peso de importância de certos elementos. Na Era da Agricultura, até o ano de 1776, o principal valor era a terra, de forma que as atividades da sociedade giravam em torno da propriedade. Por volta de 1860, na Era do Artesanato, quem possuía domínio sobre o trabalho, sobre a mão de obra, possuía mais relevância social. Em 1970, o capital era o principal valor, pois vivíamos a Era industrial. Agora, desde o ano 2000, vive-se a Era do Conhecimento, e o elemento mais estimado pela sociedade é a informação.
   Por que todo esse retrospecto histórico? Pois assim entendemos nossa juventude e seus fenômenos. A informação como notícia traz segurança aos jovens desta época, e a rede de relacionamentos lhes garante inserção social. Talvez seja aqui a explicação dos jovens permanecerem tanto tempo vivendo uma vida virtual e pouco real. Talvez seja aqui o motivo pelo qual nossa juventude se aprofunda tão pouco em conteúdos, em idéias, em caminhos. Estar bem atualizado e em dia com seu grupo social basta. Será?
   Ter contatos realmente ajuda a viver neste tempo, entretanto só isso não nos garante nada. A informação, seja rede de relacionamentos, notícias, idéias, só tem algum valor se acabar em construção pessoal e comunitária. É necessário refletir, partilhar, e aplicar a informação para que ela vire de fato conhecimento. Ou seja, contato sem ato de nada serve. Fica só cont.